O 35º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, realizado em São Paulo nesta sexta-feira 22 de agosto, aprovou como uma das prioridades de seu plano de lutas a defesa intransigente da governança da Previ, responsável por manter a segurança e o equilíbrio do maior fundo de pensão da América Latina, mas constantemente atacada por agentes do mercado financeiro interessados na gestão dos mais de R$ 268 bilhões de investimentos do Plano 1 e do Previ Futuro – e mais recentemente também por setores da extrema-direita bolsonarista, que procuram atingir a Previ via destruição do Banco do Brasil.
Na 27ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada no domingo 24, dois dias após o encontro do BB, os quase 800 delegados eleitos em todo o país aprovaram a realização de atos em Brasília e em São Paulo nesta quarta-feira 27, não apenas para defender o Banco do Brasil, mas também para pedir a cassação e a prisão dos deputados federais Eduardo Bolsonaro e Gustavo Gayer e do advogado Jeffrey Chiquini, por lançarem um ataque coordenado nas redes sociais contra o BB.
“O ataque não é apenas contra o BB, mas também contra o sistema financeiro e a economia brasileira, o que caracteriza um crime grave de traição à pátria”, denunciou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira.
O plano de lutas dos funcionários do BB aprovado no Congresso inclui também, dentre outros temas, o fortalecimento do papel público do Banco do Brasil, a busca pela sustentabilidade da Cassi, a realização de novo concurso no BB, o fim das terceirizações e melhoria das condições de trabalho, com o fim de metas abusivas e do assédio moral, responsáveis pelo aumento dos adoecimentos no trabalho.
Dentro do 35º Congresso foi instalada uma mesa específica para debater a governança da Previ, que teve a participação do presidente João Fukunaga e dos diretores eleitos Márcio de Souza (Administração), Paula Goto (Planejamento) e Wagner Nascimento (Seguridade). Na abertura, dirigentes e associados da Previ fizeram um ato simbólico levantando cartazes em defesa da entidade (foto).
Fukunaga alertou que os ataques recentes não têm como alvo apenas a Previ, mas o próprio Banco do Brasil e seu papel público. Para ele, há uma estratégia orquestrada pela extrema-direita, amplificada pela mídia, que tenta fragilizar a imagem do banco e abrir caminho para mudanças no modelo de gestão da Previ.
Ele lembrou que o modelo de governança da Previ é sólido, transparente e amplamente auditado, reconhecido recentemente em relatório do Tribunal de Contas da União (TCU). Para ele, as tentativas de impor “nomes do mercado” na gestão dos fundos de pensão representam um ataque direto à governança paritária construída historicamente pelos associados.

Garantia de direitos e governança como maior tesouro
Márcio de Souza alertou que novos ataques podem surgir contra a Previ por meio de “fiscalizações e recomendações técnicas” para impor alterações estatutárias que fragilizem o poder de decisão dos associados. Nesse cenário, destacou, é necessário que os trabalhadores estejam preparados para se mobilizar em defesa da Previ. “Nosso maior tesouro não são os ativos financeiros, é a governança da Previ. Sempre que tentarem reduzir a participação dos associados, será preciso reagir com muita firmeza.”
Para o diretor eleito de Administração, a defesa da entidade é inseparável da luta pela valorização do funcionalismo e do Banco do Brasil. “A Previ sempre cumpriu sua função de garantir direitos e dar segurança ao futuro dos associados. Mas essa conquista só se mantém com vigilância e luta coletiva”, ressaltou.
Importância do planejamento previdenciário
Wagner Nascimento fez uma apresentação destacando a importância das “atitudes previdenciárias”, ou seja, a adoção de ações que terão impacto direto na qualidade de vida no futuro. Para isso, apresentou dados sobre o grau de engajamento dos associados nos planos da Previ e reforçou a necessidade de que cada participante utilize as ferramentas disponíveis para fazer seu “check-up previdenciário” e estruturar um planejamento adequado.
Entre as orientações, destacou o uso do aplicativo da Previ e da ferramenta Meu Benefício, que simula cenários personalizados de aposentadoria. Também enfatizou a importância do API (Avaliação do Perfil do Investidor), questionário que ajuda cada associado do Previ Futuro a escolher o perfil de investimento mais adequado ao seu momento de vida, carreira e expectativas.
“A aposentadoria tranquila começa com pequenas atitudes que podemos tomar agora. Quanto mais cedo o associado se planeja, maiores serão suas possibilidades no futuro”, ressaltou Wagner.
Garantir a perenidade da Previ
A diretora Paula Goto abordou no Congresso a importância da união para garantir a bem-sucedida gestão da Previ, incluindo o importante pacto geracional. “Sempre digo que tudo que o funcionário do Banco do Brasil toca vira ouro. Nós temos hoje a categoria mais atuante, o maior sindicato de bancários, a maior autogestão em saúde (com a Cassi) e o maior fundo de pensão (Previ) da América Latina. Ou seja, além de lidar com grandes entidades, é com muita qualidade e muita vigilância que o trabalhador e a trabalhadora do BB atuam”, explicou.
A diretora de Planejamento da Previ também ressaltou a importância de experiência e renovação andarem lado a lado. “Lideranças novas, caminhando com quem está aí há mais tempo é o que explica a gestão bem-sucedida de entidades centenárias, como são o Banco do Brasil e a própria Previ”, completou. “E isso diz muito da nossa capacidade de inovar, de olhar pra frente para entender as nossas necessidades e fazer a defesa intransigente dos nossos direitos e das nossas entidades”, concluiu.

Fonte: Associados Previ, com informações da Contraf-CUT

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