A Justiça Federal da 1ª Região inocentou neste 29 de agosto de 2025 o ex-presidente da Previ Sérgio Rosa (2003/2010) na ação de improbidade administrativa movido pelo Ministério Público Federal em 2016 na Operação Greenfield, como extensão da Operação Lava Jato.
Além de Sérgio Rosa, que antes de presidente foi diretor eleito de Participações, a sentença da Justiça também inocentou os ex-dirigentes da Previ Fábio de Oliveira Moser, Joílson Rodrigues Ferreira, Cecília Mendes Garcez Siqueira e José Ricardo Sasseron.
“Na sua gestão, os ativos da Previ saltaram de R$ 43 bilhões para R$ 153 bilhões e houve a distribuição de cerca de R$ 50 bilhões de superávit, em valores atualizados, para os associados do Plano 1, além de inúmeras outras conquistas que foram incorporadas aos benefícios, como ocorreu na redução das contribuições em 40% que está em vigor até os dias de hoje. Os aposentados pagavam 8% sobre os seus benefícios como contribuição e hoje pagam 4,8%”, afirma Márcio de Souza, diretor eleito de Administração da Previ.”
Leia abaixo artigo do ex-diretor eleito de Administração da Previ, Francisco Alexandre, que foi gestor da entidade na administração de gestão Sérgio Rosa.
Inocentado
Na última década virou lugar comum acusações sem fundamentos e operações para expor pessoas em processo de caça às bruxas. A mídia conservadora massacrava a todos.
Decisões judiciais têm reduzido a pó acusações sem fundamentos. Contudo, não se vê a mesma avidez para retratação daqueles que acusaram e prejulgaram sem piedade.
Um exemplo de denúncias infundadas contra os que se identificam com a esquerda veio essa semana. Sérgio Rosa, amigo de décadas, e outros, tiveram suas inocências reconhecidas.
A decisão deveria ter tido a mesma repercussão nos meios de comunicação de quando o acusaram sem qualquer indício. Mas, infelizmente, isso não acontece. Não vi sequer num pé de página como nota.
Sérgio Rosa foi o maior presidente que a Previ já teve. Foi ele quem implantou a fortaleza em governança que a Previ tem nos dias atuais, fato reconhecido mais de uma vez por comissões do Congresso Nacional. Ele deixou a Previ em 2010 com R$ 44 bilhões de superávit, aprovou planos de redução de contribuição e de melhoria de benefícios.
Trazer de volta a lembrança do tempo de Sérgio Rosa na Previ é preciso. Pois, como associados, militantes e representantes do funcionalismo, deve ser parte divulgar o legado. De outro modo, devemos divulgar e anunciar com ênfase quando lideranças acusadas injustamente provam suas inocências.
As entidades representativas dos trabalhadores, por sua vez, podem fazer a parte que jornais e mídia conservadora não fazem, que é divulgar nos seus veículos de comunicação as vitórias judiciais que temos tido contra muitos que nos acusaram.
A decisão inocentando Sérgio nos anima e ratifica o que sempre soubemos dele: que é retidão, compromisso e seriedade, como norteadores de suas ações.
Francisco Alexandre, ex-diretor eleito de Administração da Previ

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